O Homem e o Cavalo – A força do Hábito

CompartilheShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Existe uma história zen, sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parace que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante.
Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita:
“Aonde você está indo?” e o homem a cavalo responde:
“Não sei. Pergunte ao cavalo!”

Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.

Precisamos aprender a arte de fazer cessar – parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem.
Quando uma emoção nos assola, ela parece uma tempestade que leva consigo nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depoiso deixamos de lado.
O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda – para sermos capazes de compreender.

Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.
Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito acaba vencendo e nos levando de roldão.

Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com a atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ele se manifesta. “Alô força do hábito, sei que você está aí!” Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-lo de nos dominar.

Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto. Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos mas não percebemos que a pessoa que amamos está ali. Andamos sem realmente estar andando. Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo de nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação é fazer parar.

Fonte:
Thich Nhat Hanh. A essência dos ensinamentos de Buda:
como transformar o sofrimento em paz, alegria e liberação.
Coleção Arco do tempo. Tradução de Anna Lobo

  • Canal Dicas Mulher

  • O Guia de Compras Dicas Mulher é segmentado, e os anúncios agrupados nas seguintes seções:
    - Artes & Decoração
    - Beleza & Estética
    - Comer & Beber
    - Festa, Lazer & Turismo
    - Moda & Pres Sobre nós

    Últimos Mulher em Foco



    Dicas Mulher © Copyright 2015, Todos Direitos Reservados

    Desenvolvido por Invation