Suicídio: reconhecer riscos para prevenir

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10007884234012629c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d10 de setembro: “Dia Mundial de Prevenção do Suicídio”. O suicídio é um tema pouco discutido na sociedade e às vezes tratado como um tabu, embora seja um problema muito grave. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre pessoas com 15 a 29 anos de idade e a cada ano mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio.

Existem muitos fatores ligados a maior risco de suicídio, como tentativas de suicídio anteriores, transtornos mentais (principalmente depressão), uso de drogas, doenças limitantes, graves ou incuráveis, estressores, desesperança, impulsividade e agressividade. Todavia, não significa que qualquer pessoa que tenha esses fatores de risco tentará suicídio.

Existem muitos casos em que é possível prevenir o suicídio, portanto, a ideia de que “quem quer se matar, se mata mesmo” é um mito.
Para prevenir o suicídio é preciso reconhecer o risco. Para identificar o risco de suicídio é importante avaliar os sentimentos principais de quem pensa em se matar, representados pelos “4D”: depressão, desesperança, desamparo e desespero.

Além disso, deve-se estar atento a frases de alerta como, por exemplo: “eu preferia estar morto”, “minha vida não tem solução” ou “os outros ficarão mais felizes sem mim.”

Na tentativa de avaliar o risco de suicídio, algumas perguntas podem ser úteis: “Como você tem se sentido ultimamente?”, “Como está a sua vontade de viver nesse momento?”, “Em algum momento já sentiu desejo de fazer algo contra você?”, “Alguma vez você pensou em por um fim à própria vida?”. Perguntar sobre suicídio não induz a pessoa a cometer suicídio e é uma forma de avaliar riscos e a necessidade de tratamento específico.

Muitas pessoas pensam que “quem quer se matar não avisa”, mas pesquisas mostram que, pelo menos duas em cada três pessoas que tentam suicídio comunicam, de alguma maneira, sua intenção.

Em algumas situações pode parecer que a pessoa “está ameaçando suicídio apenas para manipular”, mas toda ameaça de suicídio deve ser levada a sério e indica que a pessoa está sofrendo e precisa de ajuda.

Ao identificar que uma pessoa está em risco de suicídio podemos ajudá-la de várias formas:
– Procurar ajuda especializada rapidamente;
– Garantir a segurança da pessoa evitando que ela tenha acesso aos meios pelos quais possa cometer suicídio;
– Demonstrar, claramente, sua intenção de ajudá-la e o desejo de que ela não cometa o suicídio;
– Estimular a pessoa a buscar ajuda sempre que tiver desejo de tentar suicídio;
– Questionar a pessoa sobre como ela percebe as consequências do suicídio;
– Permitir que a pessoa fale sobre o desejo de morrer e questioná-la sobre os motivos que ela tem para permanecer viva;
– Estimular a pessoa a buscar o que lhe traga bem-estar (e que possa ser um fator de proteção contra o suicídio);
– Também é importante, com a permissão do indivíduo, acionar fontes de apoio como companheiros, família, amigos, profissionais de saúde, grupos de ajuda, apoio religioso.

Uma fonte de apoio muito acessível às pessoas é o Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não governamental que articula voluntários para oferecer gratuitamente apoio emocional garantindo sigilo e anonimato das pessoas atendidas. Esse apoio é realizado pelos telefones 141 ou (16) 3636-4111, e-mail: ribeiraopreto@cvv.org.br, site ( http://www.cvv.org.br/site ) e pessoalmente nos postos de atendimento (Rua Mariana Junqueira, 729).

Vale lembrar que é possível fazer parte do CVV como voluntário e que frequentemente são oferecidos cursos para quem quer se tornar voluntário. Mais informações: http://www.cvv.org.br/site/voluntarios/cursos.html.
Desejamos que a prevenção do suicídio possa ser mais eficaz em nossa sociedade!

Sabrina Marques Moraes

Profª Drª Kelly Graziani Giacchero Vedana
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP
e-mail: kellygiacchero@eerp.usp.br

 

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